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Guilherme Kalel - Porque precisamos da Previdência


Guilherme Kalel - Por Kester 10 G
01/04/2019

O Brasil acompanha desde fevereiro, as discussões no entorno da Reforma da Previdência.
Um pacote de alterações na lei atual, proposto pelo Executivo, e que finalmente deve começar agora em abril a tramitar na Câmara dos Deputados em Brasília.

A questão previdenciária no Brasil é polêmica e divide opiniões.
E precisamos entender, os motivos pelos quais essa Reforma é tão importante e essencial a nossa sobrevivência.

Previdência Social
É o regime brasileiro que arrecada recursos de trabalhadores para o pagamento de benefícios sociais no futuro aos mesmos.
Ou seja, você contribue hoje, para que possa se aposentar amanhã.
Existem dentro do regime, diversos tipos de aposentadorias.
Por idade, quando a pessoa atinge uma certa idade e pode se aposentar somado seu tempo de contribuição.
Por tempo de serviço, quando atinge um determinado número de anos, pagando a contribuição.
Por invalidez, quando uma doença ou acidente a incapacita para o trabalho.

Além dessas ainda existem garantidos por lei, outros benefícios dentro da Previdência Social.
Tais como auxílio doença, pago a pessoas que fiquem doentes no trabalho e não possam trabalhar por um período.
Auxílio maternidade, pago para que mulheres que deram a luz, tenham condições de iniciar os tratamentos ao bebê, durante o tempo em que estão fora do mercado de trabalho.
Benefício de Prestação Continuada, BPC, auxílio pago a idosos acima dos 65 anos que não tem outras rendas, e a deficientes.
Pensão por morte, pago a companheiro ou companheira, do aposentado/a, que falece ao receber o benefício.
Em alguns casos essa pensão pode ser estendida a outros dependentes de primeiro grau, como filhos.

Todos esses benefícios, são pagos através de recursos arrecadados com a contribuição dos trabalhadores para o INSS, Instituto Nacional do Seguro Social.
Mas, o problema é que o modelo que hoje vigora no Brasil, é defasado.
O país tem mais gente recebendo ou que precisa receber, do que o total de recursos disponíveis para pagar essas pessoas.
E o que tem ocorrido, é que para honrar com as contas a União tem retirado investimentos de outras áreas.
A Previdência tem um déficit, que estima-se a casa de R$ 200 Bilhões.
Ou seja, falta esse valor e precisam tirar dos cofres da União, entre o que arrecadam, para pagar os benefícios.
O modelo tem colapsado a economia brasileira, que não resiste mais por muito tempo da forma como hoje está.
Se nada for feito, já em 2022 segundo os economistas, faltará no Brasil recursos para que a Previdência seja paga.
E assim como ocorreu em Portugal e na Grécia, os beneficiários podem ficar sem receber seus benefícios pela falta dos valores.
A exemplo do que acontece em muitos estados, onde servidores recebem vencimentos parcelados ou em atraso pela falta de recursos.

A única forma de se evitar esse colapso nas contas, é atraindo novos investimentos para o país.
E garantindo uma Previdência que deixe a longo prazo, de ser deficitária.
Combatendo privilégios, e fazendo reformas obrigatórias em todo o sistema.
Por isso, o pacote do governo é importante e merece ser analisado com atenção.
Dentro dele, existem pontos que precisam ser levados em conta e que se aprovados, evitariam o colapso hora anunciado para a economia brasileira.

A aprovação da Reforma depende de uma série de fatores.
Entre eles, a articulação política.
Por isso, ao longo dessas últimas semanas, temos visto nos jornais e meios de comunicação, tantas notícias a respeito do assunto.
Os parlamentares e o governo, precisam se unir entorno da causa.
Para que juntos, façam os esforços necessários afim de aprovar a Reforma.

Para ser aprovada, a reforma precisa passar pelos ritos de votação.
Dois turnos na Câmara e depois dois turnos no Senado.
Em se aprovando o texto, então o Presidente sanciona-o e ele se torna lei, fazendo o que se espera, pondo uma mudança na Previdência.

Sem discursos esquerdistas, é preciso olhar para o Brasil como um todo e entender que esta reforma não vai prejudicar ninguém.
Ao contrário, garante mecanismos de fazer com que todas as pessoas, estejam seguras quando em determinado momento de suas vidas, não puderem mais contribuir.
Por isso, as pessoas precisam entender e mais do que isso, cobrar, que seus representantes apoiem a medida.
Só assim, evitaremos colapsos e uma recessão que não queremos, e que seria muito pior do que aquela já enfrentada entre 2014 e 2016.

Jornalista Guilherme Kalel é Presidente Fundador do Royal Express, e também fundou o Kester 10 G.
E escreve colunas semanais para a revista Kester Observa, com suas opiniões sobre os principais acontecimentos do mundo.
Para contato escreva para gr@royal.net.br

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