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Magazine, Americanas, Submarino - Varejistas Online na mira do Ministério Público por propaganda supostamente enganosa


Amanda Oliveira
Por Kester 10 G - 15/04/2019

Grandes redes varejistas entraram na mira do Ministério Público.
Quem nunca viu pelo Facebook um anúncio de um produto que é um valor bem abaixo do mercado?
A prática vem se tornando comum acontecer, especialmente nas últimas semanas.
Mas o Ministério Público de São Paulo segue de olho nessas atitudes.

São televisores e outros produtos, anunciados com valores diferenciais, e que quando o consumidor tenta adquirir, não consegue.
O que leva a prática de propaganda enganosa, crime previsto em lei do consumidor, destaca o Promotor Gustavo Martins.
Magazine Luíza, Lojas Americanas e Submarino, são alguns dos sites que tem ocasionado esses anúncios.
E provocado uma série de reclamações no Procon e no próprio MP.
Por isso, a Promotoria tem monitorado esses anúncios e pretende mover uma ação contra as varejistas pela prática abusiva.

Se a TV é anunciada custando R$ 900,00 com a tela de 50 polegadas, ainda que seja pelo site, é preciso que ela seja entregue por esse valor.
Mas o que acontece é que ao adquirir, o produto acaba saindo bem mais caro do que o anunciado para chamar a atenção.
Muitas vezes o frete não está incluso, ou a pessoa não consegue fazer a compra Online por um problema interno no site.
Ocasionado segundo o MP, propositalmente pelas lojas para gerar mais acessos e consequentemente vendas.
"Quem entra na página interessado na TV, dificilmente adquire apenas aquele produto.
Então a loja anuncia um, para puxar o consumidor a ver seu produto alvo", destaca Dr. Martins.
Para ele as práticas são irregulares e enganam o consumidor.

Conceição foi uma das pessoas que se sentiu lesada pelo tipo de propaganda.
Ela conta que viu um anúncio de uma TV da LG, por R$ 879,00 na página da Magalu (Magazine Luiza), no Facebook.
Depois de baixar o Aplicativo não conseguiu concluir a venda.
Na loja, a mesma TV custava mais de R$ 3000,00.
Conceição tentou argumentar, ligou para o Serviço de Atendimento 0800 da varejista, mas não deu certo.
Ela não conseguiu concluir a venda pelos R$ 879,00 anunciados.
"Na primeira vez que vi o anúncio, eles não permitiram com que eu passasse o cartão porque ficava apenas dando erro na página.
Na loja não quiseram me vender pelo preço do Site.
Depois procurei o Procon, mas mesmo assim a Magazine não conseguiu me concluir a compra porque queriam embutir mais R$ 300,00 de frete."
Segundo ela, o frete só apareceu na segunda tentativa de compra, depois de procurar o Procon, elevando o preço do produto na hora da conclusão.
"Todos os valores precisam estar descritos em letras visíveis, nada de anúncios grandes e letras pequenas com os pormenores", destacou Gustavo Martins.
Outra coisa errada segundo o Promotor, é a loja querer cobrar o frete tão elevado para a entrega do produto, só após a cliente estar na tela de conclusão da compra.
"As informações do valor do produto e de seu frete, tem de constar no ato da primeira página para não enganar o consumidor."

Victor Hugo foi enganado por um produto da Lojas Americanas.
Ele comprou um ventilador em oferta no site, ao custo de R$ 60,00.
Passou o cartão e teve uma surpresa ao ver a fatura.
"Cobraram 140 do cartão, e eu fui ver, tinha um frete incluso que em nem um momento foi falado", disse.
Hugo procurou o Procon e denunciou o ato mas ainda aguarda uma solução e até teve de pagar pela compra já.
"Tentei devolver mas como já tinha feito a compra e recebido em casa quando vi, a loja não quis o produto de volta."

As lojas citadas na reportagem, foram procuradas pela Equipe de Kester Observa.
O Submarino informou em nota que todos os seus produtos possuem descrições corretas e que tem um televendas para tirar todas as dúvidas dos consumidores.
A Americanas não respondeu aos questionamentos da Revista.
Enquanto isso, o Magazine Luiza disse que desconhecia a promoção, mesmo que ela tenha sido veiculada em sua página oficial do Facebook.
A loja alega que tem sido vítima de postagens com montagens falsas, e pede que seus consumidores adquiram apenas produtos no aplicativo Magalu pelo celular, ou em uma loja física.

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