Kester 10 G

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Descrição de capa / Onor Kester 10 G - Personagem Oriel Siberlink aparece com o rosto coberto por uma touca preta, disfarce usado para lutar contra o crime

Herói
Por Guilherme Kalel
Publicação Onor Golden / Kester 10 G

Oriel Siberlink é o herdeiro da SH Corporation, a maior indústria de medicamentos de Londres.
A historia começa com sua volta ao passado, onde se lembra de acontecimentos de sua vida, desde as épocas de criança e juventude.
Siberlink, apesar de dirigir uma das maiores empresas do mundo, tem segredos que prefere manter a sete chaves.
Como o fato de ter se transformado por conta de uma mutação genética em uma pessoa repleta de poderes.
Para os homens comuns, um poderoso deficiente visual.
Para os criminosos, um justiceiro que vai desencadear uma jornada na luta contra o crime e os assassinos de Kate, seu grande amor.

Dedicatória do autor
Esta obra é dedicada a todas aquelas pessoas que comigo caminham na minha jornada.
Aos que acreditam em meu trabalho e dão sua parcela importante de contribuição para que ela possa se tornar algo real e possível.
Aos companheiros inabaláveis da Onor Kester 10 G.
A minha família.

"18 de janeiro.
A 5 anos atrás este dia mudou a minha vida, para sempre.
Hoje, ele volta a ser um divisor de águas de novo, e eu não posso evitar.
Apenas aceito com resignação cada uma das coisas que se seguem a seguir, e passo a cumprir com o meu destino, pedindo que me guie nos caminhos corretos e na verdade sempre."

"Oriel, meu amor.
Eu agradeço que tenha me dado esta oportunidade, e que seja hoje.
Neste dia vamos nos preparar para que nos tornemos um só.
Seremos um só corpo, um só espírito, porque já vivemos dentro de um só coração.
E eu quero te agradecer, por ter me aceito.
Mesmo com todos os meus defeitos, mesmo com o meu passado, você me aceitou de peito e coração aberto.
Você me tornou uma mulher de verdade, a sua mulher, A Mulher do Presidente."

"Muitas pessoas irão perguntar quem sou eu, de onde eu venho, qual a minha historia.
E eu tenho muito orgulho e alegria, em poder conta-la com você a meu lado.

Meu nome é Oriel Siberlink.
Meu avô, é o criador da SH Corporation, a maior indústria de medicamentos de Londres.
Somos responsáveis pela distribuição de 80% dos medicamentos do governo do Reino Unido, e sempre nos orgulhamos disso.
Na saúde pública e particular, construímos nosso império, respeitando as pessoas, sendo descentes com os outros, e acima de tudo, dizendo sempre a verdade.
Fizemos escolhas difíceis, mas chegamos até aqui, com base em cada uma delas.
Meu avô nunca se arrependeu do que fez, e eu posso afirmar que também não. Eu estou pronto. E me lembro de tudo, desde o começo.

Nasci em 22 de julho de 1980, em Londres, na Inglaterra.
Quando eu tinha 3 anos de idade, num belo dia eu acordei e meu pai não estava mais lá.
Minha mãe disse que ele simplesmente acordou e foi embora, por causa de Tricha.
Uma mulher, segundo ela, uma prostituta que ele conheceu e por quem se apaixonou.
Ela sofria por ter sido trocada por uma garota de programa, se deprimiu e não se interessava mais por nada.
Nem por mim, nem pelas empresas, ou por qualquer outra coisa de sua vida.
Meu avô, assumiu os deveres de um pai para comigo, e sempre me cuidou e protegeu.
Minha avó, assumira as funções de mãe, e foi quem sempre me acompanhou.
Na minha vida acadêmica, na minha vida pessoal, em tudo aquilo que eu precisasse ali estava ela.

Meu avô criou a SH para a família, nunca a companhia seria vendida ele pensava.
Então, depois que minha mãe se desinteressou por tudo, eu passei a ser sua obsessão.
Ao lado de seu braço direito na empresa Antony, começou a me preparar para que eu assumisse seu lugar quando eu estivesse pronto.
Na verdade, nunca me foi perguntado o que eu queria estudar, o que eu queria fazer.
Desde muito pequeno minha cabeça tinha a ideia incurtida de que eu era seu herdeiro.
Faria administração e farmácia, para que entendesse os laboratórios e pudesse assumir a empresa da família.
Desde meus 10 anos de idade, meu avô me levava ao laboratório todos os dias depois da escola, e eu passava minhas tardes ali, aprendendo, vendo como as coisas funcionavam.
Conhecia todos os funcionários, da faxineira ao mais alto cargo de diretor, tinha trânsito livre com todos pois era uma criança, adorável por sinal, mas ainda uma criança.

Em 1995, a minha vida começou a dar sinais de que ia mudar.
Eu queria fazer alguma coisa extra na minha vida, e meu avô me matriculou na natação, era saldável e importante ele dizia.
Estava inscrito em um dos melhores clubes da cidade, só a alta sociedade de Londres iria lá.
Chegava para treinar de segunda a quarta-feira, sempre as 7 da manhã, antes de ir para o colégio estudar, e antes de passar as minhas tardes na SH Corporation, o hábito de vida que nunca mudava.
No primeiro dia que entrei na piscina, eu me apaixonei pela água.
Quase como se ela e eu tivéssemos uma sintonia mais que perfeita e ao mesmo tempo inexplicável.
Quando nadei pela primeira vez em uma competição oficial, foi incrível.
Deixei todos para trás, garotos mais velhos e mais experientes que eu, e era impossível não notar-me.
Aquela era a primeira de muitas medalhas de ouro que viriam pela frente.
Meu treinador dizia que ninguém iria me parar, e na sua visão, ele ainda me levaria para as Olimpíadas.
Um exagero de sua parte, mas ele gostava de sonhar, e eu de deixa-lo com seus sonhos.
Nunca tive muito espaço para o amor na minha vida, queria de verdade saber como conhecer ele, como seria se apaixonar.
A medida que ficava mais velho, lia livros, romances, ficava curioso, sempre gostei de ler.
Muitas historias me fascinavam, e ainda me fascinam.
Acho que cheguei a me apaixonar ainda na época da escola, uma garota.
Mas nunca teria nem uma chance com ela, de fato nunca tive.
Ela mal me notava, apesar de tudo que eu fizesse para ser notado, de tudo que eu queria fazer para ter seu beijo, ela acabou ficando com Rick no final, não comigo.
Conheci cedo a primeira frustração do amor, e me concentrei nos estudos, no trabalho, nos treinos. Em fazer de verdade aquilo em que eu era bom.

Mas um dia, eu resolvi chegar mais cedo nas piscinas, perto de 6 e 40 da manhã mais ou menos.
Estava sem sono em casa, me levantei mais cedo e o motorista me levou, me deixando lá pra me pegar mais tarde.
Não havia aula naquela manhã, um festival na escola que eu não tinha a menor pretensão em participar.
Vi que a piscina estava sendo usada, haviam duas pessoas na água e uma criança sentada em um dos cantos.
Me aproximei da criança, que segurava uma cesta de bombons.
Eu olhei aquilo e é fato que chocolates sempre me fascinaram, perguntei a ela de quem eram, e ela disse que eram da mãe.
Que ela iria vender depois que terminasse seu treino.
Eu perguntei se a mãe treinava ali, e ela disse que sim.
Pela alta taxa de frequentadores do clube, era difícil imaginar que uma pessoa vendedora de bombons, pudesse treinar ali.
Olhei para as pessoas da piscina, e em uma das raias vi uma moça de costas.
Não pude ver seu rosto, porque ela estava com a cabeça na água, nadando.
Mas só pelo que eu vi por fora, por trás, já fiquei encantado.
Cabelos lindos e sedosos, pareciam macios assim como sua pele, um belo corpo, chamativo.
Como era a única mulher na água, imaginei que aquela fosse a mãe da criança.

De repente, a moça fica na borda da piscina, e chama por sua filha.
"Karla por favor traga a toalha para a mamãe."
A criança corre em sua direção levando o objeto, mas sem se preocupar, descuida-se, escorrega na borda molhada e caí na água.
A moça fica desesperada e eu pulo rapidamente ainda de roupa na água, e a tiro.
Digo a ela que se acalmasse, sua filha estava bem.
O técnico chega e me agradece, enquanto a moça saí da água e finalmente posso contempla-la ainda de Biquine, e olhando em seus olhos.
Me lembro do treinador me dizer, ela não enxerga, é deficiente visual. Paraatleta, por isso treinam aqui.
Então entendo o que ela estava fazendo em nosso clube, e estendo a minha mão para ela quando ela me agradece por ter salvo sua filha, e me diz que Karla é o que de mais importante ela tem na vida.
Eu digo que não foi nada, pergunto seu nome, e ela me diz se chamar Kate.
Respondo que eu sou Oriel, Oriel Siberlink, e seguramos um na mão do outro.
Ela não pode me ver, mas é como se os olhos dela tocassem profundamente em mim, algo como nunca havia sido tocado ou sentido antes, e talvez Kate fosse a pessoa certa.

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